CDL Campina Grande representada no IV Fórum Nacional do Comércio

A CDL Campina Grande esteve representada, através do seu presidente, Artur Almeida, no IV Fórum Nacional do Comércio.  Evento realizado nos dias 17 e 18 de setembro, em Brasília, que contou com a participação de mais de 900 dirigentes para debater a situação política, econômica e a gestão empresarial no país.

No primeiro dia de programação o ministro da Economia, Paulo Guedes, saudou os convidados e reafirmou a confiança nas reformas que o governo está capitaneando. O ministro disse que as ações do governo, com apoio do Congresso, muito em breve trarão resultados. “Tínhamos um diagnóstico quando assumimos. Os gastos públicos deveriam ser enfrentados e as reformas deveriam ser implementadas, só assim o Brasil encontraria uma rota de crescimento sustentável”.

Segundo Guedes, o Brasil avançou muito em 2019. “Conseguimos aprovar a Reforma da Previdência, a MP da Liberdade Econômica, avançamos nas privatizações, fechamos acordos com o Mercosul e a União Europeia”, enumerou. “As mudanças estão acontecendo, e temos certeza que os resultados virão já no próximo ano”, disse.

No segundo dia de evento, o painel “Cenário Político”, com o deputado Efraim Filho (DEM-PB), que é presidente da Frente do Comércio, Serviços e Empreendedorismo, chamou atenção para a importância das frentes parlamentares na definição da agenda do Congresso. “Antes, a indústria tinha o monopólio dessa agenda, mas com frentes, como a do Comércio, passamos a levar para a arena do parlamento as demandas desse setor tão importante para o Brasil”, disse.

Na sequência, o secretário de Produtividade e Competitividade no Varejo, Carlos da Costa, fez uma palestra sobre produtividade e competitividade no varejo. Costa apresentou o cenário de estagnação econômica encontrado no Brasil. “Uma situação de dirigismo, de centralização em Brasília e de intervenção na economia”, disse. “Nosso Norte agora é o da sociedade aberta, com menos governo e mais espaço para iniciativa privada”.

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, subiu ao palco para dar sua visão das políticas trabalhistas. Para Marinho o Brasil tem uma oportunidade única de reverter um quadro que sacrificou por 30 anos os empresários brasileiros. “Pela primeira vez, temos coragem e vontade política para atacar um trambolho que passou a fazer parte da realidade”, disse, se referindo às inúmeras regulamentações que regem a relação entre o empreendedor e o trabalhador.

O diretor de registro empresarial da Secretaria de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, André Ramos, falou em seguida. André apresentou o cenário desolador do Brasil no quesito burocracia. Como exemplo, o diretor apresentou dados que mostram que o Brasil ocupa o 140º lugar no ranking mundial de abertura de empresas.

Em seguida, o professor Agostinho Sant’Ana coordenou um debate sobre economia com o consultor Luiz Carlos Hauly e o economista do Banco do Brasil, Ronaldo Távora.

Ronaldo falou do “admirável mundo novo” que se aproxima no universo da economia. Para ele, o ambiente do Brasil é favorável para maior dinamização do cenário econômico. Segundo Ronaldo, são poucos os países emergentes com as condições que o Brasil oferece.

Luiz Carlos Hauly, que já foi relator de uma proposta de reforma tributária, disse que o Brasil travou em 1981. Durante os 50 anos anteriores o Brasil cresceu mais que qualquer outro país. “Hoje estamos 23% mais pobres”. Para ele, o sistema tributário brasileiro é o grande responsável por essa retração. “É preciso fazer, com urgência, uma ação de simplificação e informatização na cobrança de impostos”.

Ministro Sergio Moro foi o grande homenageado do IV Fórum Nacional do Comércio

O ministro da Justiça, Sergio Moro, foi o grande homenageado no encerramento do IV Fórum Nacional do Comércio. Moro foi agraciado com o prêmio Mérito Lojista Nacional, considerado do “Oscar do Varejo”. A honraria homenageia empresas, personalidades políticas, empresariais, e meios de comunicação que mais contribuíram para o bom funcionamento do comércio brasileiro.

O ministro recebeu a estatueta das mãos do presidente da CNDL, José César da Costa e foi cumprimentado pelos 27 presidentes das Federações do Sistema CNDL.

Moro agradeceu a homenagem, se disse honrado e lembrou da importância do setor varejista. “Esse é um dos setores mais importantes da nossa economia, o que mais emprega. Esse prêmio é motivo de muito orgulho”, disse. Em sua fala, o ministro afirmou que um “um país mais seguro tem um ambiente mais propenso para o desenvolvimento da economia”.

 

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